A pedidos dos meus amigos da Freak Brotherz os textos do blog da banda serão escritos por mim. Desculpem não ter me apresentando antes. Meu nome é Alencar Lopez. Conheço os guris de longa data, mais o Danilo e o Solano. O resto dos músicos veio no embalo quando eles entraram para banda, embora à noite pelotense propicia vários encontros e alguns deles já conheci nela.
Depois do show do Projeto Sete ao Entardecer, a banda veio falar comigo para assumir o blog. Relutei, pensei e depois de várias cervejas patrocinadas pela banda eu aceitei o convite. Então aqui começo o meu trabalho. E que trabalho ingrato. Viajar com esses Freakz, para não dizer malucos, assistir shows não só deles, mas de outras bandas e o melhor de tudo, poder chegar aqui e descrever como foi toda essa viagem. Em todos os sentidos.
O primeiro show que vou falar foi no Espaço Baiúca. Como todos os shows em Pelotas começam tarde, esse não poderia ser diferente. Mas esse teve seu motivo. A CHUVA. Chovia canivetes. Conforme foi chegando perto da banda começar a tocar a chuva foi parando, parando e no final abriu a noite. Embalados pelo show do Sete ao Entardecer a banda entrou rasgando e mandando a sua mistura de estilos para o público que compareceu no bar. Digasse de passagem era um público completamente diferente do que frenquenta a casa. Foram uma hora e meia de pura adrenalina e energia. O mais legal de tudo foi ver o pessoal cantando as músicas novas. Matou a pau. Terminado o show só restou juntar os cacos e ir dormir depois de ser exorcizado.
Uma das vantagens de estar temporariamente, eu digo, temporariamente desempregado é poder viajar a qualquer hora. Uma delas foi poder acompanhar a banda em Porto Alegre e Novo Hamburgo. A gente saiu junto com o ônibus que o Diego Fagundes, aluno do Curso de Produção Fonográfica organizou para Novo Hamburgo. Além do Diego estavam presentes os guris da Nação Suburbana, o Pedrinho da Casa Jokin e mais um aluno da produção. Não preciso dizer que a festa já começou em Pelotas mesmo.
Chegando em Porto Alegre a gente desceu na Sertório. Pegamos dois táxis para o bar Dr. Jekyll. Como havíamos chegado muito cedo o jeito foi matar tempo. No Largo da Epatur tinha dois guris jogando bola. Não deu outra. O Solano cruzava da direita, o Clovinho da esquerda, o Gustavo no gol e os dois guris chutando e cabeceando em gol. Deu para galera suar um pouco. Não demorou muito chegou o pessoal da The Dancing Demons e do bar. Passagem de som é sempre passagem de som. Fica aquela coisa que não parece que está legal, mas chega na hora saiu tudo certo.
Depois de resolvido o problema da passagem a gente foi meter um rango num trailer que fica na esquina da José do Patrocínio com Av Loreiro da Silva. Matado a fome e a vontade de tomar umas cervejas fomos para o Jekyll. Tinha uma galera legal e disposta a curtir os shows. Vários amigos e amigas de ambas as bandas e pessoal que acompanha o projeto. As duas bandas literalmente baixaram a lenha. Não preciso ficar falando da Freak, mas a The Dancing Demons mandou uma porrada sonora da sua mistura de metal, funk e elementos da música africana. Vale a pena conferir o som da banda do Domício Grillo e do Rodrigo Martins.
A viagem para Novo Hamburgo começou cedo. Um grupo foi às 10h para lá e o outro depois das 13h. A gurizada que tinha ido antes já estava tomando conta do pedaço quando os últimos músicos chegaram. Cada um para um lado diferente, mil contatos e re encontros com vários amigos. Como os shows atrasaram um pouco; era para ser dois palcos e resolveram juntar todos os artistas num só, a Freak foi tocar depois das 23h.
Gostaria de fazer só uma crítica a organização da primeira Feira da Música do Sul. Colocar qualquer banda independente depois do show de artistas consagrados é muita sacanagem. Ninguém fica para ver as últimas atrações. Para aqueles que ficaram certamente valeu a pena. Foram três shows, incluindo a Freak, que fecharam a noite. A última banda foi destruidora, a Funkalister matou a pau com seu funk, jazz instrumental. Além do tecladista da Ultramen, o baixista da banda Pedro Porto mandou ver na grooveira. Volto a dizer, MATOU A PAU.
Como prêmio para aqueles que leram até o final, dois vídeos gravados no show do Dr. Jekyll. Pare de falar e Selvagem, cover do Paralamas do Sucesso.
A pedido do Solano, vou seguir finalizando os textos com Bom Apetite, Peixe Vendido e Câmbio Desligo. Fazer o quê? Ele ainda é o dono do blog. Abraços.
Escrito por freakbrotherz 



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